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10 tendências em economia da saúde e pesquisa de resultados de saúde

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Por: Diana González-Bravo
MD, Epidemiologista
Pesquisador MBE
Neuroeconomix

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Por: Diego rosselli
MD. MSc. EdM
Diretor geral
NeuroEconomix

A Pesquisa de Economia e Resultados da Saúde (HEOR) ganhou força e destaque à medida que o governo e outros atores decisórios nos sistemas de saúde consideram como fornecer os melhores resultados possíveis, a custos acessíveis. A Sociedade Internacional de Farmacoeconomia e Resultados de Saúde (ISPOR) é a sociedade global líder na área, emitiu um boletim informativo no qual identifica as tendências de maior impacto denominado "2018 Top 10 HEOR Trends". A seguir, a apreciação do Dr. Diego Rosselli sobre as tendências da Economia da Saúde.

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A ascensão da economia da saúde é um fenômeno global. Todos os governos do mundo, bem como seguradoras, provedores, a indústria farmacêutica e de dispositivos médicos e os usuários dos sistemas de saúde (que, em última análise, somos todos nós) estão enfrentando custos e necessidades crescentes que também estão aumentando. É por isso que o documento que a ISPOR acaba de produzir com o atraente título de "Top 10 HEOR Trends", as dez tendências atuais em economia da saúde e pesquisa de resultados, é muito oportuno. Valeria a pena dar ainda mais credibilidade ao documento, destacar a metodologia consensual e participativa que lhe deu origem (obviamente com participação colombiana).

Algumas dessas "10 tendências" vivemos de perto na Colômbia nos últimos anos. Entre elas, estratégias para regular a alta de preços de muitos medicamentos inovadores, com mecanismos como a compra centralizada ou regulação de preços. A definição clara de como aceitar ou não o boom crescente de biossimilares é outro debate que vem ocorrendo aqui em diversas áreas. A cobertura universal, que está longe de ser uma realidade em muitos países da região, é um tema em que também temos vantagens. É vergonhoso ver como os Estados Unidos ficam muito atrás neste indicador de equidade e, em última instância, no verdadeiro desenvolvimento social. Talvez não estejamos tão preparados, em toda a América Latina, como no Velho Continente, para a mudança demográfica que se avizinha, com uma população que envelhece a um ritmo mais rápido do que os primeiros países desenvolvidos. Nossos hospitais, nosso sistema de saúde e nossas rotas de atendimento tiveram que fazer uma rápida mudança para se adaptar às necessidades impostas pelas doenças crônicas não transmissíveis. É para onde vai a epidemiologia.

Em suma, a nova saúde pública impõe diferentes paradigmas, para intervir nos estilos de vida, para empoderar as comunidades para que os próprios cidadãos assumam novos desafios, muitos deles na prevenção e não mais na terapia.

Com este abridor de boca, só espero que consulte este interessante documento, para que reflita, cada um desde o seu canto, para que me pergunte o que me corresponde fazer nesta nova forma de ver a realidade da saúde, em sua definição cada vez mais ampla.

O documento completo pode ser consultado AQUI

Referências

ISPOR 2018. As 10 principais tendências da HEOR. Disponível em www.ispor.org.

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5 Comentários
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Luis fernando giacometti
4 years ago

Nota explicativa muito clara do Dr. Roselli e um documento muito interessante que, sem dúvida, marca tendências. A irrupção crescente e irreversível de novas e caras tecnologias em saúde (leia-se medicamentos, aparelhos, técnicas e instrumentação) que não são isentas de riscos para o paciente, nos obriga a enfrentar não apenas um debate político e / ou econômico, mas também um ética quanto ao futuro dos modelos de atenção à saúde.

FERNANDO PINZON QUINTERO
4 years ago

Boa tarde

Artigo muito interessante

Alonso Verdugo
4 years ago

Excelente resumo, um tópico adicional, o 11º, seria a mudança no modelo de pagamento, de pagamento por evento para pagamento por desempenho ou qualidade de saída e varejo de saúde, o que está levando grupos como o Wallmart a adquirir clínicas de saúde «varejo». A forma como os millenians consomem saúde.
Muito obrigado por essas boas postagens.

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