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Cobertura e risco compartilhado Como eles estão relacionados?

Um dos grandes problemas que os pagadores enfrentam ao decidir se devem ou não pagar por uma nova tecnologia é a incerteza sobre seu desempenho em seu próprio contexto. Uma opção que vem ganhando popularidade é propor um tipo de arranjo de joint venture, como cobertura com desenvolvimento de evidências (cobertura com desenvolvimento de evidências), cujo objetivo principal é justamente, reduzir a incerteza ao gerar dados locais.

 

Se você for o criador ou fornecedor de uma tecnologia, como conciliar a necessidade do pagador de dar aos seus pacientes a terapia adequada, com a necessidade de gerar evidências locais e enfrentar a decisão de cobrir ou não uma tecnologia?

 

Aqui estão algumas idéias:

Lembre-se de que quanto mais informações o pagador tiver, mais rápida será a decisão. Nesse sentido, as 3 perguntas a seguir devem ser feitas:

 

  1. A geração de evidências adicionais fornece informações para a decisão?
  2. É possível gerar evidências relevantes e úteis após a conclusão do acordo?
  3. Caso seja decidido pagar pela tecnologia, qual seria o custo e o impacto da reversão da decisão?

 

Em geral, pode-se supor que, para o criador da tecnologia, haverá menos incentivo para investir tempo e recursos na geração de evidências locais, se a tecnologia já estiver contemplada.

 

Portanto, o pagador deve pesar a utilidade e o impacto na saúde que a geração de novo evidência adicional. Quer dizer, a custo de oportunidade para celebrar e implementar o acordo. É aqui que você, como criador da tecnologia, teria mais voz na decisão de cobertura.

 

Desta forma, a fim de fornecer ao pagador informações úteis para a decisão, um acordo de compartilhamento de risco poderia ser projetado para envolve cobertura de tecnologia inicial. As alternativas mais comuns para a celebração de contratos são:

 

  1. Cobertura apenas para pesquisa (apenas com pesquisa): Aqui, a cobertura está condicionada à coleta de evidências locais adicionais. Desta forma, a tecnologia é coberta em todos os pacientes a quem a tecnologia é direcionada (isso não implica que os pacientes cobertos façam parte da pesquisa) e a decisão de continuar a cobertura (pagando pela tecnologia) depende das evidências coletadas em um grupo de pacientes, sobre os quais é realizada a coleta prospectiva de evidências de eficácia e segurança.
  2. Cobertura apenas de pesquisa (apenas em pesquisa): É a cobertura de tecnologia apenas para pacientes que participam voluntariamente do programa de coleta de dados.

 

Nesse caso, a continuidade ou aumento da cobertura também depende dos resultados do programa. A pesquisa pode ser financiada pelo pagador ou pelo criador da tecnologia.

 

Por fim, deve-se observar que, com esses contratos, é possível negociar não apenas a cobertura da tecnologia, mas também o preço dela.

 

Para se aprofundar no assunto, você pode consultar a publicação: Walker, S et al. (2012). Cobertura com desenvolvimento de evidências, apenas em pesquisa, compartilhamento de risco ou esquema de acesso do paciente? Uma estrutura para decisões de cobertura. Valor em saúde15(3), 570-579.

 


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